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Unidade 2 - Relato
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by Marlene 2 years, 9 months ago

A proposta de atividade desta unidade é uma continuação daquela inciada na unidade sobre a história. Busquem informações sobre suas escolas e redes de ensino onde trabalham, indicando se identificam a presença de alunos com deficiência ou necessidades educativas especiais nessas instituições. Elaborem um texto no qual vocês apresentarão os dados de uma escola específica, indicando total de alunos e docentes, etapas de escolarização, alunos da educação especial presentes (quais? quantos? com que tipo de atendimento?). Elabore um comentário que integre a realidade descrita e os pontos centrais que identifica nos textos lidos.
Trabalho 40hs, sendo 20hs na rede municipal e 20 hs na rede estadual de ensino.
Vou relatar a minha experiência em uma escola do município de Alvorada.
Trabalho desde 2007 na EMEF Normélio Pereira de Barcellos, localizada no bairro Umbú, periferia de Alvorada. A escola atende do 1º ano à 4ª série (ensino fundamental, séries iniciais) e possui 1245 alunos. A comunidade na qual a escola está inserida é muito carente e os problemas de violência fazem parte da rotina destas crianças.
A escola possui, em seu corpo docente, 38 professores e uma equipe diretiva composta de uma diretora e três vices.
Conversando com um membro da equipe diretiva me foi colocado que a escola atende a cinco crianças portadoras de necessidades especiais, quatro com Síndrome de Down e uma com hidrocefalia, uma está no 1º ano e as demais estão no 2º ano.
A escola, com relação a acessibilidade, está estruturalmente equipada para receber alunos especiais, pois possui rampa de acesso e banheiros adaptados, mas com relação a parte pedagógica existe um hiato entre o que versa a lei e a prática nas escolas.
Saliento o artigo 59 da lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Nº 9394/96 que transcrevo a seguir:
"Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais:
I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atende às suas necessidades;
III - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns."
A Resolução CNE/CEB Nº 2 de 11 de fevereiro de 2001 ratifica estes direitos conforme o art. 8 incisos I e III, mas o que acontece na prática, não condiz com o que está determinado, pois nenhuma das professoras, da minha escola, que atendem a estes alunos não possuem especialização e segundo a direção da escola, a mesma não recebe nenhum tipo de auxílo, financeiro ou pedagógico dos órgãos competentes, para qualificar ou auxiliar estes professores em seu trabalho com essas crianças.
Conforme o relato me passado, existe uma preocupação por parte dos professores com relação as crianças que estão no 2º ano, pois não existe uma orientação de como avaliá-los, uma das professoras (a que consta seu depoimento em meu dossiê) está buscando informações junto a CIR para direcionar o seu trabalho.
Logo todas as angústias colocadas no fórum pelos meus colegas são válidas, pois estas professoras de minha escola só receberam em suas listas de frequência alunos portadores de necessidades especiais, mas em nenhum momento foi lhes oferidos formação, auxílio pedagógico, material para trabalharem com estas crianças, logo ao ler o que está regulamentado e viver o dia-a-dia, presenciar uma "inclusão" que, ao meu ver, acontece somente no papel, causa muita frustração pois sabemos e acreditamos que o lugar dessas crianças é inserida em uma scola regular mas queremos estar aptas para receb~e-las que tambémé um direitos dela.
Unidade 2 - Relato
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Comments (1)
Simone Ramminger said
at 8:38 pm on May 31, 2009
Marlene apresentaste dados da escola onde trabalhas em Alvorada, bem como os alunos com necessidades educacionais especiais que vocês atendem e procuraste estabelecer relações com a teoria, conforme foi solicitado na atividade. Observei que a tua escola tem estrutura física para receber esses alunos. Mas como bem referes, só isso não é suficiente. Recebê-los nas salas de aula do ensino regular demanda uma série de mudanças na escola, como a flexibilização do currículo por intermédio das adaptações e novas práticas que sejam facilitadores da aprendizagem, a revisão de posturas e conceitos, bem como a previsão do atendimento educacional especializado, a fim de atender às necessidades educativas especiais dos alunos.
No texto "História, Deficiência e educação especial", Miranda refere que: "A efetivação de uma prática educacional inclusiva não será garantida por meio de leis, decretos ou portarias que obriguem as escolas regulares a aceitarem os alunos com necessidades especiais, ou seja, apenas a presença física do aluno deficiente na classe regular não é garantia de inclusão, mas sim que a escola esteja preparada para dar conta de trabalhar com os alunos que chegam até ela, independente de suas diferenças ou características individuais". Como acreditas que a tua escola pode se preparar melhor para receber os alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE)?
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE
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